sexta-feira, 23 de setembro de 2011

RESPOSTA AO DIRETOR DO GRUPO "OPOVO"

Boa noite Sr. Plínio Bortolotti,
Sou o Prof. Rafael Lima, representante da 5ª região José Walter do movimento grevista.
Como gosto muito de escutar rádio am, em particular, o povo-cbn 1010, na tarde de hoje o Sr. deu uma entrevista opinando sobre a nossa greve, e ocorreu algumas informações que não condizem com o delicado momento que nós estamos passando, e, por isso, devido a grande credibilidade que nós professores temos com o grupo opovo, venho fazer alguns esclarececimentos. Foi questionado o porquê da continuidade da greve já que ontem nos reunimos com o Governador. Foi muito bem colocado pela apresentadora a questão das ameaças, mas o mais grave não é isso. O grande problema é que o Governador piorou nossa situação, deixando claro que enviará uma mensagem apartando nossa carreira, criando uma tabela exclusiva para os professores que têm apenas o nível médio para aplicação do piso, e assim não repercutindo em toda a nossa carreira, excluindo os professores graduados, especialistas, mestres e doutores. Isto causará danos irreparáveis a nossa carreira e, consequentemente, à educação como um todo, já que diminuirá mais ainda o interesse em ser professor, além de uma "debandada" dos professores que já estão na rede, em especial, os que entraram recentemente.
Nossa luta é pelo piso REPERCUTINDO em toda nossa CARREIRA ATUAL com um terço de hora-atividade!
Caso tenha alguma dúvida ou queira mais esclarecimentos, deixo em anexo a ata da reunião e sempre estarei disposição.
Espero ter contribuído!

A GREVE É CONSTRUÍDA POR CADA UM DE NÓS!
RESPEITO E VALORIZAÇÃO EM PROL DA EDUCAÇÃO!!

Assembleia Geral: Decisão da permanência da Greve.

MAIS UM MOMENTO HISTÓRICO DO NOSSO MOVIMENTO:
A FORÇA DA CATEGORIA VENCE O MEDO!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

VIVA A GREVE, VIVA A MOBILIZAÇÃO!


Hoje, nossa categoria mostrou mais uma vez sua disposição de luta, respondendo categoricamente aos ataques traiçoeiros vindo do governo do Estado e seus tentáculos sindicais. Foi mais uma grande caminhada constituída de professoras, professores, estudantes, trabalhadores outros, que saindo da Praça da Imprensa caminhou até a Assembléia Legislativa. E como das outras vezes que lá estivemos, lotamos seu interior e solicitamos uma reunião com o presidente da casa, nosso objetivo: marcar mais uma rodada de negociação com o governo.
Foi constituída naquele momento uma comissão de 20 representantes dos professores para falar com o presidente da assembléia. Nesta reunião, a representação de nosso zonal interveio advertindo que os professores no seu conjunto, afirmam que não suspenderão a greve na assembléia do dia 23/09 caso não tenham nova rodada de negociação, onde o governo se comprometa com nossas reivindicações.
Depois de algumas falas, inclusive da sociedade civil organizada lá presente, em apoio aos professores, e da entrega por parte da ex-deputada Maria Luiza de um manifesto assinado por vários intelectuais e entidades de classe solicitando a abertura das negociações imediatamente, o presidente da assembléia anuncia, depois de uma breve ausência na reunião, que o governador iria receber amanhã 22/09 um comissão de 10 professores para negociar. Mais uma vez logramos êxito em nossos objetivos.
De imediato foi convocada uma reunião do comando de greve para hoje às 17h na sede da CUT.
Fiquem atentos às próximas noticias, mobilizem-se, fortaleçam a greve.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SINDICATOS, GREVES E BUROCRACIAS

Que os sindicatos se configuram como o principal instrumento de luta dos trabalhadores em todo o mundo, até então, não se discute. No Brasil, não é diferente, estes organismos tem desempenhado um papel decisivo na condução da luta em defesa das demandas dos trabalhadores, Porém, estas entidades perdem seu vigor e sua representação política junto a categoria que representa, quando são dirigidos por burocracias que se eternizam em sua direção. Muitas vezes tirando proveito pessoal, além do mais, se colocam como verdadeiros agentes de patrões ou do Estado, funcionando desta forma como barreira de contenção das lutas dos trabalhadores.
No Ceará, lamentavelmente nosso principal sindicato, a APEOC, é uma representação clássica do sindicato chapa branca. Foi constituída desde o primeiro momento na forma de um peleguismo burocratizado e alinhado a máquina estatal. Nesta greve de 2011 chegamos até mesmo a achar que algo estaria mudando com a gestão do Sr. Anisio Melo, que ao longo de todo processo bradava o quanto era democrático. Ledo engano. Este Sr. incorporou a velha prática traiçoeira de seus antecessores, os Alencar, desta forma, o que afirmamos no texto “Mais uma semana superada”, continua valendo, onde dizemos: ‘Mesmo derrotada a direção da APEOC afirma que respeita a decisão da categoria e continua pelo menos verbalmente dirigindo a greve, até que votemos o seu fim em assembleia. Porém o discurso não esta batendo com a prática, o que temos visto claramente é uma operação desmonte aplicada pela diretoria do sindicato sobre a greve, principalmente no interior do Estado onde ainda possuem alguma credibilidade junto aos professores. Ou ainda se verificarmos seu site e vermos textos convocando a finalizar a greve, ou ainda nas entrevistas na mídia concedidas por diretores do sindicato, que muitas vezes confundem, amedrontam, ou tentam convencer os professores a saírem da greve.” Desta vez a postura foi mais grave, o presidente do sindicato mais uma vez convocou os professores a voltarem ao trabalho antes da decisão em assembleia. Nova traição, a resposta só pode ser uma: manter a greve a revelia da direção governista da apeoc, na próxima assembleia de sexta feira 24/09. Que todos participem!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ MANTÉM A DETERMINAÇÃO DE SUSPENSÃO DA GREVE

Leia a matéria abaixo retirada de Politika com K, e reflita sobre os próximos passos de nossa greve para discutir nos zonais.

JUSTIÇA MANTÉM A SUSPENSÃO DA GREVE DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL

O Tribunal de Justiça negou na tarde desta segunda-feira (19) o recurso dos professores da rede pública estadual contra a suspensão da greve.

No ultimo dia 26 de agosto, o desembargador Emanuel Leite decidiu que a categoria deveria retornar às salas de aula no prazo de até 48 horas, sob pena de pagar multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento. Entretanto, o sindicato Apeoc entrou com um recurso no TJ para que a decisão fosse reavaliada.

Segundo o diretor do sindicato Apeoc, Anízio Melo, a categoria vai esperar a decisão ser divulgada no Diário Oficial. Caso a veiculação aconteça antes da sexta-feira (23), data em que está prevista a Assembleia Geral da categoria, uma nova reunião será convocada para discutir com os próximos passos da greve. Além do pagamento da multa de R$10 mil por dia pelo sindicato, os salários dos professores podem sofrer descontos por dia de paralisação.

Mediação
O presidente da Apeoc, Anízio Melo e uma comissão de professores estão em audiência com o presidente da OAB para pedir ao órgão para mediar uma conversa entre o governador, Cid Gomes, e a categoria para discutir as reivindicações e o pagamento do Piso Nacional do Magistério.

Próximos passos
Os professores da rede pública estadual vão realizar na próxima quarta-feira (21) uma manifestação na Assembleia Legislativa. A categoria vai se concentrar na Praça da Imprensa, a partir das 8h e seguirá, em caminhada, até a AL.

Caso a decisão do TJ não seja divulgada no Diário Oficial antes da sexta-feira (23), a Assembleia Geral será mantida e deve acontecer no Ginásio Aércio de Borba. A categoria vai discutir os próximos passos da greve.

FONTE: Por Kezya Diniz às 17:44 de 19/09/2011

sábado, 17 de setembro de 2011

TORNA-SE PÚBLICA A POLÊMICA SOBRE A POSTURA POLÍTICA DA DIREÇÃO DA APEOC EM RELAÇÃO A MANUTENÇÃO DA GREVE

O jornalismo da tv Jangadeiro por meio da repórter Kezya Diniz, leva para a grande mídia a principal polêmica que envolve nossa greve na atual conjuntura. Faz uma nova leitura sobre a questão jurídica que enfrentamos e aborda principalmente o papel político e as responsabilidades daqueles que conduzem a greve, seja a direção do sindicato, ou a representação dos zonais no comando de greve. Veja, analise e comente:

Legalidade da greve ainda será julgada, explica desembargador
Por Kezya Diniz às 20:01 de 16/09/2011

Decreto de ilegalidade ou suspensão da greve? Afinal o que diz a Justiça? A greve é legal ou ilegal? Nos bastidores da paralisação dos professores no Ceará uma discussão técnica tem ganho espaço: afinal, a Justiça considera o movimento ilegal, ou apenas determinou a sua suspensão enquanto julga o mérito do litígio?

Vários leitores questionam a interpretação, segundo a qual a suspensão da greve seria um passo no caminho do decreto de ilegalidade. Vamos aos fatos:

Suspensão
No mês passado, mais precisamente no dia 26 de agosto, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), determinou por meio de liminar que professores da rede pública estadual retornassem às atividades. De acordo com a decisão, a categoria deveria retornar às salas de aula no prazo de até 48 horas, sob pena de pagar multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento. Até aqui nenhuma novidade.

Não é ilegal
O problema é que a ordem de suspensão acabou se confundindo com o decreto de ilegalidade solicitado pelo Governo do Estado para estancar o movimento paredista dos educadores.

O que diz o desembargador?
O desembargador Emanuel Leite Albuquerque disse à coluna PolítiKa que apenas se manifestou em relação ao pedido de suspensão da greve e que a ilegalidade só será julgada no fim do processo. “Mandei apenas suspender a greve. Não deferi o pedido de ilegalidade, isso só será analisado no final do julgamento”, disse o desembargador.

Contra a greve?
Representantes do Comando de Greve dizem que o sindicato Apeoc trabalha para “desmantelar a greve” chegando a incluir no site oficial do sindicato “textos convocando [a categoria] a finalizar a greve, ou ainda nas entrevistas na mídia concedidas por diretores do sindicato, que muitas vezes confundem, amedrontam, ou tentam convencer os professores a saírem da greve”, segundo afirma um dos blogs mantidos por representantes do Comando de greve.

Por telefone, o professor Reinaldo Mapurunga disse que há cerca de três semanas o sindicato APEOC tem “desistido da greve” e que o movimento paredista continua uma vez que a grande maioria dos educadores insistem em garantir os direitos estabelecidos na Lei Nacional do Magistério.

“Embora o sindicato [Apeoc] afirme que está na greve, ele vem trabalhando no sentido de desmantelar a greve”, disse o educador que faz parte do Comando de Greve.

O que diz o Apeoc
Por telefone o presidente do sindicato Apeoc, Anízio Melo, disse que o professor Reinalde Mapurunga “não tem autoridade para falar em nome do Comando de Greve” e que as denúncias de que o sindicato estaria trabalhando para colocar um ponto final do movimento paredista fazem parte da “disputa política que tem dentro de toda categoria”.

Anízio Melo afirmou ainda que todos os educadores têm “direito de questionar a direção do sindicato de forma democrática” mas garantiu que “a greve continua e o sindicato trabalha para garantir a estrutura do movimento”.

O presidente do sindicato Apeoc informou que as divergências apresentadas por integrantes da categoria será debatida durante reunião do Comando de Greve marcada para a próxima quinta-feira (22) no auditório da CUT em Fortaleza.

Próximos passos
Na segunda-feira (19) os professores prometem realizar uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça, a partir das 14 horas, por ocasião do julgamento do recurso dos professores contra a suspensão da greve e também do mérito da ação do Governo do Estado que pede a ilegalidade da greve.

Fonte: http://politika.jangadeiroonline.com.br/greve-2/legalidade-da-greve-ainda-sera-julgada-explica-desembargador/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MAIS UMA SEMANA SUPERADA

OUTRA SEMANA É POSSÍVEL E NESCESSÁRIA
QUE SE MANTENHA A GREVE!

Esta foi sem dúvida à semana mais difícil vivida por nossa greve, temos sido atacados pelo governo que usa o judiciário para criar uma aura de ilegalidade sobre a greve, mesmo estando nossa greve absolutamente dentro das exigências legais. Parece-nos, portanto, que este mecanismo tem a clara intenção de promover certo terror psicológico naqueles que estão no movimento, esperam com isso quebrar a firmeza de nossa greve, mas não conseguirão.
Como se já não fosse difícil a luta contra o governo, mais uma vez temos uma experiência negativa ( como de sempre...) com a direção da APEOC,que no início da greve não quis reconhecer o comando de greve como deliberativo. E neste momento, com a questão da ilegalidade tentam fazer diferente de 2009, quando declarou terminada a nossa greve sem que fosse votado em assembleia, escapulindo sorrateiramente abandonaram a categoria a própria sorte. Na greve atual, nossas duas últimas assembléias derrotaram a posição da APEOC pela suspensão da greve, pois existe um sentimento lúcido pela manutenção da greve manifestada em nossa categoria. Mesmo derrotada a direção da APEOC afirma que respeita a decisão da categoria e continua pelo menos verbalmente dirigindo a greve, até que votemos o seu fim em assembleia. Porém o discurso não esta batendo com a prática, o que temos visto claramente é uma operação desmonte aplicada pela diretoria do sindicato sobre a greve, principalmente no interior do Estado onde ainda possuem alguma credibilidade junto aos professores. Ou ainda se verificarmos seu site e vermos textos convocando a finalizar a greve, ou ainda nas entrevistas na mídia concedidas por diretores do sindicato, que muitas vezes confundem, amedrontam, ou tentam convencer os professores a saírem da greve. E ao falarmos da estrutura material, para se ter uma ideia da situação, os zonais estão realizando campanha financeira para tocar as atividades da greve, daí você tira.
Lembremos que estávamos vivendo uma semana sem expectativas mais positivas, no entanto, conseguimos superar seus obstáculos ao conseguir transformar o aulão na praça do Ferreira em uma passeata no centro da cidade aproximando a greve da população. Outras duas atividades que movimentaram a semana partiu da regional V, a participação não oficial no CETV13/09 que ajudou mais uma vez a divulgar a continuidade da greve para todo o Estado neste momento de dificuldades, e deu a resposta necessária e inteligente a emissora e seu tele jornal que tem jogado contra a greve, a categoria e a educação. O ponto alto se deu na quinta feira com ealização da carreata que partiu do conj. Ceará e seguiu até a praça central da Messejana, onde nos juntamos aos professores da regional VI. Vale lembrar que vários companheiros de outros zonai estiveram presentes, o resultado foi tão positivo que seguimos ao CAMBEBA rumo a Secretaria de Educação,onde tomada pela surpresa, a secretária de Educação dona Isolda Cela acabou recebendo uma delegação de representantes dos zonais e dois representantes do sindicato, que por sua vez, já se encontravam na Seduc.
Ao fim de mais de uma hora de reunião tentamos tirar alguns encaminhamentos mas não saiu muita coisa, podemos citar:
Pedimos o fim das pressões nas escolas sobre grevistas e alunos que apoiam nosso movimento, a resposta foi que não há nenhuma orientação da Seduc para estas práticas, se ocorre é como abuso, pode ser denunciado.
Indagada se realmente haveria registro das faltas, alegou que sim, pois era uma determinação da justiça, porém deixou em aberto se seriam ou não descontadas. Solicitamos a interferência da secretária para interceder junto ao governador e marcar uma reunião para a semana que vem, sua resposta foi taxativa, o governo volta a afirmar que não negocia com a categoria em greve, e que não existe nenhuma proposta oficial para resolver as demandas da greve.
Para fechar, como de praxe, nos acusou de intransigentes e pediu que respeitássemos o direito primeiro da educação dos jovens. Continuam nos solicitando amor.
Desta forma, superamos positivamente a semana e devemos nos concentrar em fazer a manutenção da greve na assembleia de 16/09 e aprovar uma agenda de atividades que movimente nossa greve. Mantenhamo-nos despertos!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CONTINUA À ADESÃO AO NOSSO MOVIMENTO, TODOS CONTRA O TIRANO DA ABOLIÇÃO!

A mais nova manifestação de apóio veio do Sindiute, que ao participar da reunião do zonal reg. IV(12/09) comprometeu-se em financiar 20 outdoor para divulgar nosso movimento. Essa postura abre duas possibilidades importantes, a do apoio político e estrutural das entidades sindicais manifestando a mais pura solidariedade de classe em defesa da luta dos trabalhadores. A Educação vencerá, avancemos!

domingo, 11 de setembro de 2011

A AMPLITUDE POLITICA DE NOSSA GREVE PRODUZ NOVOS ECOS. TODOS CONTRA O TIRANO DA ABOLIÇÃO!

O professor Daniel Lins, importante opinião no mundo acadêmico, escreveu artigo para o jornal O Povo. Onde dá prosseguimento ao debate sobre o caráter de nossa educação e sua relação com os modelos políticos que administram a máquina estatal. Esperamos outras vozes em consonância com a da educação.

Professores: pau neles!
Daniel Lins – Filósofo dlins2007@yahoo.com.br

Uma vez mais, semana passada, a força foi usada pelo Estado contra professores. Espetáculo humilhante, típico de um poder que se afasta de suas obrigações e age como mestre de senzala!
O autoritarismo político inverte os papéis. Ora, sem eleitor, não há poder. Se o poder é incompetente e, não raro, desordeiro, quando o diálogo é chantageado, a Assembleia Legislativa é o espaço da palavra dos ofendidos.
Que fazem os deputados, salvo exceção de praxe? Transformam a “Casa do Povo” em trincheira contra a liberdade. Carneiro, boiada que pastoreia o gado – os professores –, a maioria trabalha em causa própria. Altos salários, corrupção quase sempre impune, tudo isso produz uma situação que põe em perigo às minguadas práticas democráticas.
De 2002 a 2008, o desvio de dinheiro público no Brasil equivale à economia da Bolívia: US$ 40 bilhões! Média de US$ 6 bilhões por ano, é o que atesta o cálculo feito por órgãos públicos, e difundido pela mídia nacional. Entre os gatunos, não há nenhum professor, como sempre!
O silêncio cúmplice, da maioria dos deputados e vereadores (alianças partidárias obrigam), em relação à pseudo-política salarial dos professores, e a ausência de ação de políticos inoperantes, pagos como príncipes, merecem um debate sem subterfúgios.
Com esse tipo de político, os professores terão que voltar aos tempos em que deviam “trabalhar por amor!” Que ideia retrógrada! O ensino privado, confessional, faliria se não tivesse abandonado esse discurso de sacristia: piada nacional, porém, letal. “Ensinar por amor, e não por salário”, desde que o professor não seja eu, minha esposa, minha mãe, parente, amigo, ou amante. Que os políticos exerçam seus cargos “por amor”!
O Brasil não é a Suíça em que os políticos mantêm seus empregos, e, como na Suécia, recebem um salário mínimo da população à qual devem explicação e respeito.
Como políticos incompetentes, nem sempre com ficha limpa, ousam se dirigir aos professores como se estivessem a falar com crianças meio tontas, bobos da corte! Quem fala? Por que os países onde a educação é um grande sucesso proíbem a intrusão do político à gestão pedagógica e, por razões óbvias, econômicas? A educação é coisa séria demais para depender de políticos!
Finlândia, Coreia do Sul e outros países em que a educação é tratada como riqueza nacional fazem da gestão do ensino público uma “empresa” séria, que produz forças qualificadas e competências que atendem às demandas educacional e socioeconômica da nação.
Educação se faz com orçamento farto, formação de nível, salário alto, exigências de qualidade daqueles que são pagos como profissionais e não como sacrificados do sistema.
O corpo dos professores, receptáculo de pauladas, reais ou simbólicas, hematomas e pichações, legitimadas pela dominação política, lembra o corpo/alma dos escravos. Quando se recebe menos de oito reais por hora, após anos de estudos, o sentido da vida se encontra alhures.
Resistir é preciso!
Fonte: Jornal O Povo 11/09/11