Bom dia greve,
Segundo dia de ocupação da AL e segundo dia da greve de fome de nossos valorosos companheiros. Depois de uma noite relativamente tranqüila, acordamos cedo e dispostos, neste momento estão chegando dezenas de companheiros para fortalecer nosso movimento.
A informação que nos chega é que os deputados votarão a mensagem ainda hoje pela manhã, precisamos de toda ajuda possível neste momento nossa obrigação é impedir que isso aconteça. Para tanto estamos convocando a todos a se dirigirem para a Assembléia Legislativa, façamos um só corpo com força suficiente para impedir que o governo nos deixe sem o piso salarial nacional.
VIVA A GREVE, VIVA A LUTA DOS PROFESSORES!
FAÇA DESTA A BATALHA DE SUA VIDA!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
GREVE DE FOME EM FORTALEZA, PROFESSORES NA LUTA
Estamos solidários com os três companheiros que corajosamente decidiram pela greve de fome como instrumento de luta e pressão junto a intransigência do governo do Estado e pelo apoio dos deputados a nossa causa.
Neste momento cabe a cada um de nós professoras e professores sermos mais do que solidários, precisamos todos estarmos unidos garantindo a manutenção da greve em todo o Estado. Nenhum professor em sala de aula até que consigamos nosso objetivo, que é o piso nacional repercutindo em nossa carreira.
Neste momento cabe a cada um de nós professoras e professores sermos mais do que solidários, precisamos todos estarmos unidos garantindo a manutenção da greve em todo o Estado. Nenhum professor em sala de aula até que consigamos nosso objetivo, que é o piso nacional repercutindo em nossa carreira.
INFORME SOBRE A OCUPAÇÃO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO CEARÁ PELOS PROFESSORES ESTADUAIS
Hoje pela manhã fomos informados que havia chegado à Assembléia Legislativa, mensagem nº 7295 mandada pelo governo criando nova tabela vencimental para os profissionais de nível médio do grupo ocupacional magistério. Era a concretização da proposta do governo em dividir nossa carreira em duas, com prejuízos profundos para o restante da categoria, diga-se a maioria absoluta dos professores da rede estadual.
Diante do fato nossa manifestação que estava marcada para o palácio da Abolição foi transferida as pressas para a AL no sentido de pressionar os deputados a não votarem a mensagem em questão.
Ao contrário das outras vezes que aqui estivemos não ocorreu reunião entre a comissão de professores e a presidência da casa, que mesmo pressionado colocou em votação o regime de urgência para a matéria. Desta forma nós os professores não tivemos alternativa a não ser anunciar que a partir daquele momento estávamos ocupando a Assembléia Legislativa até que o governo resolva negociar positivamente a implantação do piso nacional para toda a categoria. Somos dezenas de professores e professoras e alguns alunos presentes na ocupação e dispostos a resistir até o final.
A luta se intensifica e desta forma 3 professores ( Claudio Monteiro da escola Patativa do Assaré, Laura Lobato da escola CAIC Mª Alves Carioca e Cléssio da S. Mendes da escola Liceu do Maracanaú) decretaram greve de fome, neste momento a ocupação com greve de fome ocorre no interior da Assembléia Legislativa.
Todas as atividades da greve agora devem ser deslocadas para a AL, está ocorrendo neste momento a reunião do comando de greve, amanhã também ocorrerão as reuniões dos zonais aqui na AL.
O que precisamos fazer?
Desde já estamos convocando todos os professores e professoras da rede para voltarem à greve no sentido de fortalecer nosso movimento. E preciso que se desloquem até a AL para manifestar apoio aos lutadores que sustentam a ocupação.
Neste momento nossa unidade é fundamental, até mesmo nossa entidade sindical que há muito defendia a suspensão da greve, refez sua posição e está novamente convocando a categoria para voltar massivamente a greve.
VIVA A GREVE, VIVA A LUTA DO MAGISTÉRIO CEARENSE
Diante do fato nossa manifestação que estava marcada para o palácio da Abolição foi transferida as pressas para a AL no sentido de pressionar os deputados a não votarem a mensagem em questão.
Ao contrário das outras vezes que aqui estivemos não ocorreu reunião entre a comissão de professores e a presidência da casa, que mesmo pressionado colocou em votação o regime de urgência para a matéria. Desta forma nós os professores não tivemos alternativa a não ser anunciar que a partir daquele momento estávamos ocupando a Assembléia Legislativa até que o governo resolva negociar positivamente a implantação do piso nacional para toda a categoria. Somos dezenas de professores e professoras e alguns alunos presentes na ocupação e dispostos a resistir até o final.
A luta se intensifica e desta forma 3 professores ( Claudio Monteiro da escola Patativa do Assaré, Laura Lobato da escola CAIC Mª Alves Carioca e Cléssio da S. Mendes da escola Liceu do Maracanaú) decretaram greve de fome, neste momento a ocupação com greve de fome ocorre no interior da Assembléia Legislativa.
Todas as atividades da greve agora devem ser deslocadas para a AL, está ocorrendo neste momento a reunião do comando de greve, amanhã também ocorrerão as reuniões dos zonais aqui na AL.
O que precisamos fazer?
Desde já estamos convocando todos os professores e professoras da rede para voltarem à greve no sentido de fortalecer nosso movimento. E preciso que se desloquem até a AL para manifestar apoio aos lutadores que sustentam a ocupação.
Neste momento nossa unidade é fundamental, até mesmo nossa entidade sindical que há muito defendia a suspensão da greve, refez sua posição e está novamente convocando a categoria para voltar massivamente a greve.
VIVA A GREVE, VIVA A LUTA DO MAGISTÉRIO CEARENSE
CONVOCAÇÃO PARA ESTAR NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA AGORA! NÃO IMPORTA QUÃO FORTE O INIMIGO SEJA, CERTAMENTE IREMOS VENCER
Dada a devida dimensão da eminente derrota que se constrói diante de nós, de forma surpreendente Anízio Melo, Presidente da APEOC, acaba de convocar através da Televisão todos os professores para estarem e ocuparem a Assembléia Legislativa para impedir a votação de UMA NOVA proposta ainda mais imoral e mais fétida do que a que foi colocada inicialmente, esta foi enviada HOJE dia 28/09 para ser votada em caratér de urgência pela Assembléia Legislativa.
DEPENDE DE VOCÊ, DEPENDE DO NÓS! FAÇA DE HOJE O DIA MAIS IMPORTANTE DA SUA CARREIRA DE MAGISTÉRIO! JUNTOS EM UNIDADE CERTAMENTE PODEREMOS REVERTER QUALQUER SITUAÇÃO CONTRÁRIA!
LEMBREM-SE DA PRIMEIRA TABELA, O SR. CID FOI OBRIGADO E ENGOLI-LA, FAÇAMOS O MESMO COM ESSA NOVA..!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
MAIS UMA VOZ ECOA EM DEFESA DE NOSSA LUTA
Desta vez a carta veio da professora Mailma Sousa,zonal Mariano Matins, leia reflita e engaje-se.
Meus companheiros e minhas companheiras nesta luta boa, que é justa e necessária.
Tenho a convicção de que a vitória está em nossas mãos. Ou melhor, além de estar em nossas mãos, ela está em nossos pés, em nossa voz, em nossas ações fundamentais, decisivas nesta semana.
Queríamos um TAC e nos deram uma ATA, da qual não é novidade nem a tal da ameaça, arma eterna da tirania.
Como é que a vitória está em nossas mãos? Vivendo intensamente a agenda de greve desta semana que é, repito, a mais decisiva de todas que já vivemos até agora. É ... visceral, companheiros e companheiras. Vamos lá. Quem não foi pra rua ainda, chegou a hora certa de ir. Quem já foi tanto, acha que cansou e pensa em recuar, sei que há forças. Saiba: não acredito no tal lema que no momento considero somente derrotista: "Recuar para avançar!". Isso não existe. Recuar agora é no mínimo se dizer analfabeto por não saber ler e por, feito patinho, acreditar no que diz a tal ... ATA de negociação sem negociação.
Temos força, companheiros e companheiras. Vamos avançar. Isso, sim. Porque podemos avançar com certeza.
Como avançar? Vamos, dentre outras atividades, lotar o zonal amanhã às 14 horas no Mariano Martins. Vamos fazer um ato beeeem significativo na quarta no Palácio da Abolição (Com a arte incrível do teatro de novo, se possível. E é possível.). E vamos lutar e vencer de novo na próxima assembleia, nesta sexta no Paulo Sarasate.
Não podemos desperdiçar a mobilização que todos sabemos: é histórica. Deixá-la a custo de nada? Já ... tomamos muito sol pra recuarmos diante de ameaças que nem sabemos como serão cumpridas. Se é que serão! Não é hora de desânimos individuais. Não estamos sozinhos. Não somos fracos. Esta greve é pra mim como ... a fênix mitológica, que de repente renasce. Não das cinzas, porque não somos cinza. Somos chama, somos fogo. E fogo acesíssimo com labaredas, companheiros e companheiras.
Em que me fortaleço? Não é coisa de mito relembrar que na quarta-feira passada, na Praça da Impressa, por volta de 9 horas, nos perguntávamos até aflitos cadê os companheiros de sempre na luta. Em menos de uma hora, seguimos com trio elétrico e nosso cortejo fúnebre conforme o planejado, e com mais banda de música cívica do 7 de setembro da nossa adorada Escola Antonieta Siqueira, uma grande grande força!, e mais outra força que é a banda marcial do Liceu. Nós com aquela multidão num ato que considero, analiso, avalio como um dos mais significativos de todos os que já fizemos! Não só pela quantidade de pessoas guerreiras, destemidas no solzão outra vez, mas pela enorme simbologia daquele cortejo, o velório, o sepultamento fantástico, encampado com certeza por nossos professores atores, imprescindíveis na educação. Isso que eu digo que é vida, é um renascer, a fênix novamente, é a continuidade da greve ainda.
Como podemos dizer que isso e tanto mais é fraco? Os zonais são fortes e tem mais a REDE DE ZONAIS, um diferencial também nesta greve. Como repetir lemas derrotistas do tipo: "Suspensão com mobilização!", companheiros e companheiras? Isso não existe. Existe AVANÇAR. NÓS PODEMOS, SIM, AVANÇAR.
Vamos à luta, companheiros e companheiras. Acreditar e lutar é fundamental neste momento. Nada de desânimo. Fosse no passado em que se criava o peru no quintal de casa, eu diria que nem o povo: "quem morre de véspera é peru!" Pois se precisaremos desanimar, ainda não chegou a hora.
Abraço graaaaaaaaaaaande. Abraço de unidade. A construção desta greve indiscutivelmente é nossa, dos professores da chamada base. Somos a base, por isso chegamos até aqui e somos fortes.
Meus companheiros e minhas companheiras nesta luta boa, que é justa e necessária.
Tenho a convicção de que a vitória está em nossas mãos. Ou melhor, além de estar em nossas mãos, ela está em nossos pés, em nossa voz, em nossas ações fundamentais, decisivas nesta semana.
Queríamos um TAC e nos deram uma ATA, da qual não é novidade nem a tal da ameaça, arma eterna da tirania.
Como é que a vitória está em nossas mãos? Vivendo intensamente a agenda de greve desta semana que é, repito, a mais decisiva de todas que já vivemos até agora. É ... visceral, companheiros e companheiras. Vamos lá. Quem não foi pra rua ainda, chegou a hora certa de ir. Quem já foi tanto, acha que cansou e pensa em recuar, sei que há forças. Saiba: não acredito no tal lema que no momento considero somente derrotista: "Recuar para avançar!". Isso não existe. Recuar agora é no mínimo se dizer analfabeto por não saber ler e por, feito patinho, acreditar no que diz a tal ... ATA de negociação sem negociação.
Temos força, companheiros e companheiras. Vamos avançar. Isso, sim. Porque podemos avançar com certeza.
Como avançar? Vamos, dentre outras atividades, lotar o zonal amanhã às 14 horas no Mariano Martins. Vamos fazer um ato beeeem significativo na quarta no Palácio da Abolição (Com a arte incrível do teatro de novo, se possível. E é possível.). E vamos lutar e vencer de novo na próxima assembleia, nesta sexta no Paulo Sarasate.
Não podemos desperdiçar a mobilização que todos sabemos: é histórica. Deixá-la a custo de nada? Já ... tomamos muito sol pra recuarmos diante de ameaças que nem sabemos como serão cumpridas. Se é que serão! Não é hora de desânimos individuais. Não estamos sozinhos. Não somos fracos. Esta greve é pra mim como ... a fênix mitológica, que de repente renasce. Não das cinzas, porque não somos cinza. Somos chama, somos fogo. E fogo acesíssimo com labaredas, companheiros e companheiras.
Em que me fortaleço? Não é coisa de mito relembrar que na quarta-feira passada, na Praça da Impressa, por volta de 9 horas, nos perguntávamos até aflitos cadê os companheiros de sempre na luta. Em menos de uma hora, seguimos com trio elétrico e nosso cortejo fúnebre conforme o planejado, e com mais banda de música cívica do 7 de setembro da nossa adorada Escola Antonieta Siqueira, uma grande grande força!, e mais outra força que é a banda marcial do Liceu. Nós com aquela multidão num ato que considero, analiso, avalio como um dos mais significativos de todos os que já fizemos! Não só pela quantidade de pessoas guerreiras, destemidas no solzão outra vez, mas pela enorme simbologia daquele cortejo, o velório, o sepultamento fantástico, encampado com certeza por nossos professores atores, imprescindíveis na educação. Isso que eu digo que é vida, é um renascer, a fênix novamente, é a continuidade da greve ainda.
Como podemos dizer que isso e tanto mais é fraco? Os zonais são fortes e tem mais a REDE DE ZONAIS, um diferencial também nesta greve. Como repetir lemas derrotistas do tipo: "Suspensão com mobilização!", companheiros e companheiras? Isso não existe. Existe AVANÇAR. NÓS PODEMOS, SIM, AVANÇAR.
Vamos à luta, companheiros e companheiras. Acreditar e lutar é fundamental neste momento. Nada de desânimo. Fosse no passado em que se criava o peru no quintal de casa, eu diria que nem o povo: "quem morre de véspera é peru!" Pois se precisaremos desanimar, ainda não chegou a hora.
Abraço graaaaaaaaaaaande. Abraço de unidade. A construção desta greve indiscutivelmente é nossa, dos professores da chamada base. Somos a base, por isso chegamos até aqui e somos fortes.
REPERCUTI NACIONALMENTE AS ABERRAÇÕES DE CID GOMES
31/08/2011 às 15:08 \ Política & Cia(BLOG DA REVISTA VEJA, por Ricardo Setti)
Vejam os desatinos que o governador do Ceará, Cid Gomes, tem cometido
Cid Gomes: ataque aos professores, constrangimentos a Dilma e tentativa de criar uma "área de segurança" a seu redor aonde quer que ele fosse (Foto Agência Brasil)
O que será que anda acontecendo com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB)? (Ou vai ver que ele sempre foi assim…).
O homem tem cometido alguns desatinos e destravado a língua — para o mal –de tal forma que parece querer seguir os passos do irmão, Ciro, que colocou a perder suas boas chances na disputa pela Presidência em 2002 por falar e fazer, sucessivamente, o que não devia. (Para os que não se lembram, durante os primeiros meses de campanha Ciro Gomes esteve disparado na frente de Lula e Serra).
Professor, para ele, não trabalha pelo salário
Irritado com as exigências dos professores cearenses em greve desde o começo do mês por causa dos péssimos salários — 1,3 mil por 40 horas semanais no início de carreira, por exemplo –, o governador soltou esses dias a seguinte pérola:
– Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.
Posso estar no mundo da lua, mas acho imoral, obscena uma declaração desse tipo, partida de um governador de Estado. E dirigida à sacrificadísima classe dos professores de escola pública.
Os professores da rede pública cearense querem, além de reajuste salarial — ganham em média metade do salário dos professores do Distrito Federal –, melhores condições de trabalho e eleições diretas para a direção das escolas. “A declaração do governador só fez jogar combustível na greve. A adesão no interior nunca foi tão grande”, disse ao site Brasil 247 o secretário-geral do Sindicato Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), Juscelino Linhares. “A declaração é ainda mais infeliz se levarmos em conta que as escolas privadas do estado pagam ainda menos que o governo”.
greve-professores-ceara
Professores em greve no Ceará: para Cid Gomes, eles não trabalham pelo salário -- que está entre os 5 menores entre os professores estaduais do país (Foto: Robson Martins)
Depois da frase estapafúrdia sobre os professores públicos, Cid Gomes constrangeu a presidente Dilma Rousseff numa solenidade pública ao fazer referências grosseiras a um procedimento médico essencial para o sexo masculino — o exame de próstata, cujo câncer é o de maior incidência entre pacientes homens no país. (Leia mais detalhes no blog de Reinaldo Azevedo.)
Como se fosse um faraó ou um semideus
O cúmulo do delírio, porém, é o projeto de lei que enviou à Assembléia criando uma “área de segurança institucional” em seu benefício. O texto inicial da proposta, sensatamente expurgado pela Assembleia Legislativa, pretendia criar uma “área de segurança transitória” ao redor do governador aonde quer que ele fosse. Uma espécie de “área de exclusão aérea”, que grandes potências ou a ONU decretam ao redor de determinados países conflituados — como ocorreu na Líbia — e onde o avião do país em questão que ousar levantar vôo será abatido.
Haveria um espaço virtual ao redor da sacrossanta figura do governador socialista, como se ele fosse um faraó ou um semideus, dentro da qual ninguém poderia penetrar ou se aproximar sem passar pelo crivo de sua segurança.
Cid acabou também recuando de dispositivo que estabelecia como “área de segurança institucional” o espaço compreendido no raio de 250 metros ao redor do Palácio da Abolição, sede do governo estadual, mas a lei fixou, de todo modo, um espaço considerável nas imediações do palácio e da residência oficial no qual o governador poderá impor restrições. A área inclui prédios públicos e particulares e até residências.
Entre os 46 deputados estaduais, apenas 3 — 1 do PSB e 2 do PV — votaram contra a maluquice, argumentando, acertadamente, que ela interfere no direito de ir e vir dos cidadãos, garant
Vejam os desatinos que o governador do Ceará, Cid Gomes, tem cometido
Cid Gomes: ataque aos professores, constrangimentos a Dilma e tentativa de criar uma "área de segurança" a seu redor aonde quer que ele fosse (Foto Agência Brasil)
O que será que anda acontecendo com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB)? (Ou vai ver que ele sempre foi assim…).
O homem tem cometido alguns desatinos e destravado a língua — para o mal –de tal forma que parece querer seguir os passos do irmão, Ciro, que colocou a perder suas boas chances na disputa pela Presidência em 2002 por falar e fazer, sucessivamente, o que não devia. (Para os que não se lembram, durante os primeiros meses de campanha Ciro Gomes esteve disparado na frente de Lula e Serra).
Professor, para ele, não trabalha pelo salário
Irritado com as exigências dos professores cearenses em greve desde o começo do mês por causa dos péssimos salários — 1,3 mil por 40 horas semanais no início de carreira, por exemplo –, o governador soltou esses dias a seguinte pérola:
– Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.
Posso estar no mundo da lua, mas acho imoral, obscena uma declaração desse tipo, partida de um governador de Estado. E dirigida à sacrificadísima classe dos professores de escola pública.
Os professores da rede pública cearense querem, além de reajuste salarial — ganham em média metade do salário dos professores do Distrito Federal –, melhores condições de trabalho e eleições diretas para a direção das escolas. “A declaração do governador só fez jogar combustível na greve. A adesão no interior nunca foi tão grande”, disse ao site Brasil 247 o secretário-geral do Sindicato Associação dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (Apeoc), Juscelino Linhares. “A declaração é ainda mais infeliz se levarmos em conta que as escolas privadas do estado pagam ainda menos que o governo”.
greve-professores-ceara
Professores em greve no Ceará: para Cid Gomes, eles não trabalham pelo salário -- que está entre os 5 menores entre os professores estaduais do país (Foto: Robson Martins)
Depois da frase estapafúrdia sobre os professores públicos, Cid Gomes constrangeu a presidente Dilma Rousseff numa solenidade pública ao fazer referências grosseiras a um procedimento médico essencial para o sexo masculino — o exame de próstata, cujo câncer é o de maior incidência entre pacientes homens no país. (Leia mais detalhes no blog de Reinaldo Azevedo.)
Como se fosse um faraó ou um semideus
O cúmulo do delírio, porém, é o projeto de lei que enviou à Assembléia criando uma “área de segurança institucional” em seu benefício. O texto inicial da proposta, sensatamente expurgado pela Assembleia Legislativa, pretendia criar uma “área de segurança transitória” ao redor do governador aonde quer que ele fosse. Uma espécie de “área de exclusão aérea”, que grandes potências ou a ONU decretam ao redor de determinados países conflituados — como ocorreu na Líbia — e onde o avião do país em questão que ousar levantar vôo será abatido.
Haveria um espaço virtual ao redor da sacrossanta figura do governador socialista, como se ele fosse um faraó ou um semideus, dentro da qual ninguém poderia penetrar ou se aproximar sem passar pelo crivo de sua segurança.
Cid acabou também recuando de dispositivo que estabelecia como “área de segurança institucional” o espaço compreendido no raio de 250 metros ao redor do Palácio da Abolição, sede do governo estadual, mas a lei fixou, de todo modo, um espaço considerável nas imediações do palácio e da residência oficial no qual o governador poderá impor restrições. A área inclui prédios públicos e particulares e até residências.
Entre os 46 deputados estaduais, apenas 3 — 1 do PSB e 2 do PV — votaram contra a maluquice, argumentando, acertadamente, que ela interfere no direito de ir e vir dos cidadãos, garant
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
VIVA A GREVE DO MAGISTÉRIO CEARENSE INFORME SOBRE A REUNIÃO DO ZONAL JOSÉ WALTER 26/09/11
Depois de um final de semana cheio de incertezas sobre os efeitos do resultado de nossa última assembléia que votou a continuidade de nossa greve. E do incessante assédio do governo e de seus agentes para por fim ao nosso movimento, finalmente chegou o momento de avaliarmos nas reuniões zonais a disposição de luta dos professores.
Ainda nesta manhã de segunda feira o zonal 5ª região José Walter reuniu-se com a presença de significativos 60 professores (o maior de toda a greve) fez um diagnóstico da paralisação nas escolas que compõe nosso zonal. O resultado foi muito satisfatório, pois, não tivemos nenhuma quebra de escolas furando a greve, neste sentido continuamos com o mesmo nível de paralisação. Compreendemos coletivamente que não é o momento de recuarmos e quando isso for preciso o faremos, mais atendendo a decisão soberana de nossa assembléia a única instância com autoridade de tomar tal decisão.
Conclamamos aos demais zonais e ao conjunto de todas as professoras e professores a fortaleceram a categoria e a greve respeitando a decisão da assembléia. Unidos somos fortes, juntos chegaremos a vitória. TODOS AO ATO DE QUARTA FEIRA NO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO.
Ainda nesta manhã de segunda feira o zonal 5ª região José Walter reuniu-se com a presença de significativos 60 professores (o maior de toda a greve) fez um diagnóstico da paralisação nas escolas que compõe nosso zonal. O resultado foi muito satisfatório, pois, não tivemos nenhuma quebra de escolas furando a greve, neste sentido continuamos com o mesmo nível de paralisação. Compreendemos coletivamente que não é o momento de recuarmos e quando isso for preciso o faremos, mais atendendo a decisão soberana de nossa assembléia a única instância com autoridade de tomar tal decisão.
Conclamamos aos demais zonais e ao conjunto de todas as professoras e professores a fortaleceram a categoria e a greve respeitando a decisão da assembléia. Unidos somos fortes, juntos chegaremos a vitória. TODOS AO ATO DE QUARTA FEIRA NO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO.
domingo, 25 de setembro de 2011
CARTA DE UM PROFESSOR, DIGNIDADE, UNIDADE E LUTA
Professores
Hoje eu vou criticar cada um de vocês e, incluindo-me, reclamar por nossa falta de empenho em defender nossa profissão e carreira. Percebo que é minha função ser responsável, mas também ousado nas considerações.
A profissão e carreira de professor deixaram, a muito tempo, de serem consideradas importantes neste país. Desde 1980 até hoje estamos acumulando perdas enormes em nossos salários. Nosso modo de proceder foi de sempre recuar, recuar, perder, perder e o, mais grave, aceitamos isso como inexorável. Somos os únicos responsáveis por nossas perdas pois muitas vezes ficamos preocupados em defende o sustento imediato e suplicadamente rogamos ao governo para não cortar o já pouco salário que recebemos.
Admitimos que é pouco o que ganhamos, mas não temos consciência que somente uma luta mais ampliada, firme e corporativa, sem retrocessos e colocando na mesa realmente o que queremos, poderá retornar, para nós, ganhos e valorização salarial da carreira. Um bom salário é sinal de respeito sim, de reconhecimento. Vejam: médicos, advogados, desembargadores, fisioterapeutas, enfermeiros, faxineiras, todos possuem uma organização forte e não abrem mão de salários adequados para suprirem suas necessidades. Uma faxineira cobra hoje 50 reais por diária. Parabéns as faxineiras, pois elas acordaram e reconheceram que s eu trabalho é cansativo e que, portanto precisavam exigir uma melhor remuneração. Requerendo é verdade maior especialização. Somente o professor, coitado, pobrezinho anda com o pires nas mãos e rogando de joelhos diante do governador “não corte o já pouco salário que ganho”. Precisamos ter vergonha de nosso modo de proceder.
Os professores de Minas Gerais já perceberam a importância de estarem firmes em sua greve, pois é imperativo reerguer a profissão e carreira do professor a um patamar satisfatório e garantir condições adequadas de vida ao professor.
Perdoem-me, perdoem-me, mas estou indignado. Minha indignação é somente uma: porque não lutamos por algo maior, a dignidade profissional? Porque insistimos em pensarmos sempre no menos? Será que não merecemos o melhor? Nenhuma ameaça do governo pode ser aceita: nem corte de pontos, nem demissão de temporários, etc. Isto acontece porque somos fracos em nossas posições. Isto acontece porque professore não estão na luta, ficam em casa. Acontece porque somos fracos. Professor que é professor não arreda o pé, assume a luta e vai as últimas conseqüências e é capaz de dizer ao governo que pode cortar pontos, salário, etc que não será suficiente para tirá-lo da luta por algo superior e melhor: ter orgulho da profissão e missão que tem: ser professor.E, pode dizer isso, porqu e tem consciência que governo que fizer isso pagará caro, muito caro por seus atos. Que a greve é sim capaz de renovar a realidade gritante no qual se encontra.
Obrigado
Emídio Brito
Hoje eu vou criticar cada um de vocês e, incluindo-me, reclamar por nossa falta de empenho em defender nossa profissão e carreira. Percebo que é minha função ser responsável, mas também ousado nas considerações.
A profissão e carreira de professor deixaram, a muito tempo, de serem consideradas importantes neste país. Desde 1980 até hoje estamos acumulando perdas enormes em nossos salários. Nosso modo de proceder foi de sempre recuar, recuar, perder, perder e o, mais grave, aceitamos isso como inexorável. Somos os únicos responsáveis por nossas perdas pois muitas vezes ficamos preocupados em defende o sustento imediato e suplicadamente rogamos ao governo para não cortar o já pouco salário que recebemos.
Admitimos que é pouco o que ganhamos, mas não temos consciência que somente uma luta mais ampliada, firme e corporativa, sem retrocessos e colocando na mesa realmente o que queremos, poderá retornar, para nós, ganhos e valorização salarial da carreira. Um bom salário é sinal de respeito sim, de reconhecimento. Vejam: médicos, advogados, desembargadores, fisioterapeutas, enfermeiros, faxineiras, todos possuem uma organização forte e não abrem mão de salários adequados para suprirem suas necessidades. Uma faxineira cobra hoje 50 reais por diária. Parabéns as faxineiras, pois elas acordaram e reconheceram que s eu trabalho é cansativo e que, portanto precisavam exigir uma melhor remuneração. Requerendo é verdade maior especialização. Somente o professor, coitado, pobrezinho anda com o pires nas mãos e rogando de joelhos diante do governador “não corte o já pouco salário que ganho”. Precisamos ter vergonha de nosso modo de proceder.
Os professores de Minas Gerais já perceberam a importância de estarem firmes em sua greve, pois é imperativo reerguer a profissão e carreira do professor a um patamar satisfatório e garantir condições adequadas de vida ao professor.
Perdoem-me, perdoem-me, mas estou indignado. Minha indignação é somente uma: porque não lutamos por algo maior, a dignidade profissional? Porque insistimos em pensarmos sempre no menos? Será que não merecemos o melhor? Nenhuma ameaça do governo pode ser aceita: nem corte de pontos, nem demissão de temporários, etc. Isto acontece porque somos fracos em nossas posições. Isto acontece porque professore não estão na luta, ficam em casa. Acontece porque somos fracos. Professor que é professor não arreda o pé, assume a luta e vai as últimas conseqüências e é capaz de dizer ao governo que pode cortar pontos, salário, etc que não será suficiente para tirá-lo da luta por algo superior e melhor: ter orgulho da profissão e missão que tem: ser professor.E, pode dizer isso, porqu e tem consciência que governo que fizer isso pagará caro, muito caro por seus atos. Que a greve é sim capaz de renovar a realidade gritante no qual se encontra.
Obrigado
Emídio Brito
FIQUE DE OLHO E PARTICIPE DAS PRÓXIMAS ATIVIDADES
AGENDA:
Segunda, 26/09: Zonais;
Terça, 27/09: Mobilização de Zonais;
Quarta 28/09: Ato no palácio da abolição com concentração às 8 horas na Pça. Luíza Távora (CEART);
Quinta 29/09: 17h Reunião do comando de greve.
Sexta 30/09: Assembleia Geral às 8h no Paulo Sarasate
Segunda, 26/09: Zonais;
Terça, 27/09: Mobilização de Zonais;
Quarta 28/09: Ato no palácio da abolição com concentração às 8 horas na Pça. Luíza Távora (CEART);
Quinta 29/09: 17h Reunião do comando de greve.
Sexta 30/09: Assembleia Geral às 8h no Paulo Sarasate
sábado, 24 de setembro de 2011
NOSSO DESAFIO É MANTERMOS A MOBILIZAÇÃO DE NOSSA GREVE DURANTE A PRÓXIMA SEMANA
Nossa greve já enfrentou e superou vários momentos difíceis. Estamos vivendo mais um desses momentos. Depois da última reunião com o governo, onde anunciou a criação de uma tabela específica para os professores de nível médio, o que na prática significa que o governo passaria a estar dentro da lei, pois atenderia a implantação do piso salarial restrito somente aos profissionais de nível médio(250 professores). Desta forma, todos os demais não seriam beneficiados com a adoção do piso salarial, o que é nossa reivindicação central. Além do mais, o governo continua utilizando a força da lei contra os grevistas e ameaça abrir processo administrativo contra aqueles que permanecem paralisados. Os efeitos da decisão do governo e da posição vacilante da direção do sindicato APEOC levou nossa categoria a dividir-se na última assembléia (23/09), quando dividiu-se sobre a posição de suspender ou não a greve. Venceu a continuidade.
Neste momento, precisamos nos recompor, voltar a conversar e convencer nossos colegas a respeitarem a decisão soberana da assembléia a continuarem paralisados. É de fundamental importância que consigamos manter a unidade da categoria e juntos construirmos as atividades que virão até a próxima assembléia.
Participe, contribua com as discussões, compareça a reunião de seu zonal na segunda dia(26/09) e defenda sua posição. Fortaleça nossa luta.
Neste momento, precisamos nos recompor, voltar a conversar e convencer nossos colegas a respeitarem a decisão soberana da assembléia a continuarem paralisados. É de fundamental importância que consigamos manter a unidade da categoria e juntos construirmos as atividades que virão até a próxima assembléia.
Participe, contribua com as discussões, compareça a reunião de seu zonal na segunda dia(26/09) e defenda sua posição. Fortaleça nossa luta.
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