quarta-feira, 5 de outubro de 2011
ALEGRAI-VOS GUERREIROS DA EDUCAÇÃO, JÁ SE VÊ UMA LUZ NA ESCURIDÃO
Quem diz que greve é um instrumento ultrapassado como método de reivindicação e luta dos trabalhadores, engana-se profundamente. Basta tomar como base a greve do magistério do Ceará que a 60 dias vem enfrentando o autoritário e prepotente governo de Cid Gomes. É bom lembrar que este governo costuma atacar o direito de greve quando afirma que não negocia com categorias em greve, e mais, já assumiu que essa postura é para evitar que todas as categorias de servidores se utilizem da greve como instrumento de defesa das suas conquistas ou como arma reivindicatória eficaz para os trabalhadores.
O que temos mostrado ao longo de nossa greve é que quando uma categoria se mobiliza de forma concisa e atuante, determinada em seus objetivos e tomando como referência a mobilização e a ação direta como instrumento de pressão, temos sim força para garantir a manutenção da greve e o atendimento as suas reivindicações. Assim temos forçado o governo a receber o comando de greve por várias vezes buscando um entendimento em forma de negociação.
O tamanho e a força de nossa greve tem enfrentado corajosamente a truculência do governo, a subserviência da Assembleia Legislativa e a imposição do judiciário cearense que atende as vontades do governo ao solicitar a ilegalidade da greve como forma de praticar terror psicológico sobre o professorado em busca de quebrar a greve. Temos resistido a todos estes ataques superando-os um a um e mantendo a fortaleza de nossa mobilização.
Nesta última terça feira (04/10) nova rodada de negociação se deu no Palácio do Ditador. Seu conteúdo não era favorável aos professores, pois estava se limitando a ratificação por parte do governo da última ata já recusada em assembleia pela categoria. No entanto, nos finalmentes da reunião houve uma rápida conversa que não consta na ata em que o sr. Ivo Gomes sinaliza a possibilidade do governo atender a implantação do piso com repercussão na carreira atual de forma escalonada. Para tanto ficou agendado uma nova reunião com o governo quinta feira dia 06/10 onde se discutirá essa possibilidade. Também ficou acertado que o governo não tomará nenhuma atitude punitiva contra os grevistas pelos menos até sexta feira dia 07/10 quando ocorrerá nova assembleia geral da categoria que decidirá sobre o futuro da greve e do movimento. Precisamos discutir com calma em nossos zonais este novo momento para tomarmos uma decisão acertada coletivamente. VIVA A GREVE, CONTINUEMOS TODOS MOBILIZADOS.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
E O POVO FOI AS RUAS, TODOS CONTRA O TIRANO DA ABOLIÇÃO
Cada semana que nossa greve supera tem sua especificidade, são situações onde deparamos com altos e baixos à que passou por exemplo, nos foi dura, tivemos que sustentar a greve em uma assembléia rachada por conta do terror psicológico empregado pelo governo e pela postura equivocada da Diretoria da APEOC defendendo a suspensão da greve e desmontando-a onde conseguia. Assim passamos a semana trabalhando para a greve não desmontar, conseguimos e fomos além, apostamos tudo
na proposta de ocupação com greve de fome na Assembléia Legislativa. E eis que a sorte mudou, em meio a uma votação relâmpago no plenário ocorria uma pressão vinda dos protestos das centenas de professores e alunos presentes naquele momento, o resultado foi um confronto com a polícia e o choque que intervieram de forma absolutamente violenta e covarde provocando um verdadeiro massacre sangrento sob os manifestantes. Este fato foi largamente noticiado pela mídia local e nacional o que de pronto gerou um sentimento coletivo de indignação, o que tivemos foi uma reação imediata, as escolas voltaram a fechar e retornar a greve, entidades de classe se pronunciaram, intelectuais se manifestaram o povo inteiro repudiou a forma como os representantes do Estado tratam seus professores. Assim mais uma vez o Sr. Ciditador uniu a todos com seus atos autoritários.
Por sua vez essa semana inicia de forma muito positiva para a greve, pois conseguimos realizar uma passeata de milhares composta por nossa categoria acompanhada do apoio de centenas de estudantes secundaristas, universitários da rede pública e privada. Foram muitas as entidades presentes e todos ali se tornaram defensores da educação exigindo de Cid Gomes respeito aos educadores e a imediata reabertura das negociações para iplementar o piso Nacional.
O resultado de tudo isso foi a confirmação de que governo estava chamando o comando de greve para uma reunião nesta terça 04/10 às 11h. É o primeiro sinal de uma possível negociação com a categoria, o que se traduz como uma vitória parcial, também é importante registrar que a força de nossa mobilização levou o governo a recuar as grades de segurança do famigerado perímetro de segurança e o povo se postou em frente ao Palácio desafiando e desobedecendo a detestável lei imposta pelo Tirano Cid.
É agora ou nunca, este é o momento ideal para intensificar nossa greve e garantirmos a implantação do piso e nenhuma punição aos grevistas. Todos juntos, força, dignidade e luta.
TODOS PRESENTES A NOSSA ASSEMBLÉIA GEARAL
15h GINÁSIO PAULO SARASATE
domingo, 2 de outubro de 2011
OS PROFESSORES ESTAVAM NAS RUAS POR CULPA DO CID, DESTA VEZ, É O POVO QUE VAI AS RUAS E A CULPA CID, TAMBÉM É TUA.
Estamos chegando a quase sessenta dias de uma greve histórica e heróica, protagonizada pelo nível de consciência política de nossa categoria e pela disposição em permanecer mobilizada.
Durante os primeiros trinta dias, enfrentamos a truculência do governador que buscava a todo custo desmantelar nosso movimento tentando caracterizá-lo como marginal, nós vencemos.
Superamos essa primeira fase com a categoria unida para novamente sermos testados nos 30 dias seguintes, fase muito difícil em que fomos assediados pelo governo e abandonados pela direção do sindicato que passou a defender a suspensão da greve e até mesmo , desmontá-la em escolas de todo o Estado. O resultado de tudo isso gerou uma confusão que rendeu na divisão da categoria na nossa penúltima assembléia Mais uma vez vencemos, venceu a greve, aquela que é feita pela base. Mas é importante lembrar que a manutenção da greve neste momento deve-se a organização e mobilização dos zonais articulados entre si, naquilo que chamamos de Rede de Zonais.
Nossa greve ganha novamente a unidade necessária, depois dos últimos acontecimentos em que o Ciditador e seus paus mandados da Assembléia Legislativa empurraram goela abaixo de cada professor, uma mensagem mais uma vez destruidora de nossa carreira, e com certo ar de vingança pela nossa ousadia de questioná-los MANDARAM que a polícia nos agredisse com um verdadeiro massacre. Voltamos com tudo, a indignação é geral, vai do simples cidadão pai de aluno a entidades de classe e a sociedade organizada. Desta feita tentam desesperadamente confundir a luta e organização dos trabalhadores em educação como uma mera massa de manobra conduzida por interesses de partidos ou correntes de esquerda. Isso soa como um insulto a nossa vontade política, uma tentativa que mais uma vez não frutificará de tirar o sentido classista de nossa greve , pois a mentira não prevalecerá.
É hora da máxima unidade, porém, não podemos perder o foco da importância do comando de greve em continuar atuando em conjunto de forma cada vez mais democratizada. Só ele responde pela greve.
Neste sentido, convocamos todos a se fazerem presentes na grande passeata de segunda 02/10 (concentração 14h na AL indo até o Palácio da Abolição) . Um + Um é sempre + que Dois, multiplique, convide outra pessoa a ir com você, o vizinho, o amigo, o colega de trabalho, o parente, o aluno ,enfim, convidemos a todos que queiram manifestar sua indignação as atitudes covardes do tirano Cid Gomes. Será o grande momento para tornar nossa luta vitoriosa. Juntos somos fortes, juntos venceremos.
Durante os primeiros trinta dias, enfrentamos a truculência do governador que buscava a todo custo desmantelar nosso movimento tentando caracterizá-lo como marginal, nós vencemos.
Superamos essa primeira fase com a categoria unida para novamente sermos testados nos 30 dias seguintes, fase muito difícil em que fomos assediados pelo governo e abandonados pela direção do sindicato que passou a defender a suspensão da greve e até mesmo , desmontá-la em escolas de todo o Estado. O resultado de tudo isso gerou uma confusão que rendeu na divisão da categoria na nossa penúltima assembléia Mais uma vez vencemos, venceu a greve, aquela que é feita pela base. Mas é importante lembrar que a manutenção da greve neste momento deve-se a organização e mobilização dos zonais articulados entre si, naquilo que chamamos de Rede de Zonais.
Nossa greve ganha novamente a unidade necessária, depois dos últimos acontecimentos em que o Ciditador e seus paus mandados da Assembléia Legislativa empurraram goela abaixo de cada professor, uma mensagem mais uma vez destruidora de nossa carreira, e com certo ar de vingança pela nossa ousadia de questioná-los MANDARAM que a polícia nos agredisse com um verdadeiro massacre. Voltamos com tudo, a indignação é geral, vai do simples cidadão pai de aluno a entidades de classe e a sociedade organizada. Desta feita tentam desesperadamente confundir a luta e organização dos trabalhadores em educação como uma mera massa de manobra conduzida por interesses de partidos ou correntes de esquerda. Isso soa como um insulto a nossa vontade política, uma tentativa que mais uma vez não frutificará de tirar o sentido classista de nossa greve , pois a mentira não prevalecerá.
É hora da máxima unidade, porém, não podemos perder o foco da importância do comando de greve em continuar atuando em conjunto de forma cada vez mais democratizada. Só ele responde pela greve.
Neste sentido, convocamos todos a se fazerem presentes na grande passeata de segunda 02/10 (concentração 14h na AL indo até o Palácio da Abolição) . Um + Um é sempre + que Dois, multiplique, convide outra pessoa a ir com você, o vizinho, o amigo, o colega de trabalho, o parente, o aluno ,enfim, convidemos a todos que queiram manifestar sua indignação as atitudes covardes do tirano Cid Gomes. Será o grande momento para tornar nossa luta vitoriosa. Juntos somos fortes, juntos venceremos.
EU TENHO UM SONHO!
Eu tenho um sonho que
O piso seja aplicado em toda nossa carreira,
valorizando o tempo de serviço e a nossa titulação,
para que assim seja dado o 1º passo
para o nosso respeito e valorização!
Eu tenho um sonho que
seja dado pelo menos 1/3 de hora-atividade,
para a nossa aula aumentar ainda mais em qualidade,
e assim estarmos mais próximos de nossos alunos
e sua realidade!
Eu tenho um sonho que
a nossa classe seja unida,
que a dor de um seja do outro a ferida
e o sindicato seja o reflexo de nossa categoria!
Eu tenho um sonho que
os alunos voltem a querer ser professor,
que os pais tenham orgulho do seu filho ser professor,
que os professores queriam que o seu filho seja um professor,
que as crianças voltem a brincar de professor!
Eu tenho um sonho que
não seja apenas meu sonho,
que não seja apenas sonho de um,
que seja também um sonho de “Raul”!
Prof. Rafael Lima
“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só! Mas sonho que se sonha junto é realidade!”
Raul Seixas
O piso seja aplicado em toda nossa carreira,
valorizando o tempo de serviço e a nossa titulação,
para que assim seja dado o 1º passo
para o nosso respeito e valorização!
Eu tenho um sonho que
seja dado pelo menos 1/3 de hora-atividade,
para a nossa aula aumentar ainda mais em qualidade,
e assim estarmos mais próximos de nossos alunos
e sua realidade!
Eu tenho um sonho que
a nossa classe seja unida,
que a dor de um seja do outro a ferida
e o sindicato seja o reflexo de nossa categoria!
Eu tenho um sonho que
os alunos voltem a querer ser professor,
que os pais tenham orgulho do seu filho ser professor,
que os professores queriam que o seu filho seja um professor,
que as crianças voltem a brincar de professor!
Eu tenho um sonho que
não seja apenas meu sonho,
que não seja apenas sonho de um,
que seja também um sonho de “Raul”!
Prof. Rafael Lima
“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só! Mas sonho que se sonha junto é realidade!”
Raul Seixas
sábado, 1 de outubro de 2011
O IMPASSE CONTINUA
Não gostaria de voltar ao assunto, mas as circunstâncias me obrigam. Refiro-me à greve dos professores. A agressão - chamar aquilo de confronto é um eufemismo bajulatório – quando professores foram barrados, agredidos e feridos. Foi a crônica da morte anunciada...
Será que não se poderia esperar outra coisa do governador e de seu coadjuvante, o presidente da Assembleia Roberto Cláudio? Os dois abusaram não da força, mas da incompetência. Batalhão de Choque invadir Assembleia por causa de manifestação de professores? Estupidez. Aliás, esses dois jovens entraram na política de modo muito linear, não sabem o que é isso. Imaginam-se senhores absolutos do poder. São ingênuos...
Dos deputados eu esperava algo mais contundente. Batendo aquela porta, os professores pensavam encontrar canais de negociação e entendimento. Ledo engano. Os deputados tiraram uma onda de Pilatos. Lavaram as mãos enquanto os professores eram espancados. Pobre Legislativo que se acredita mais um grêmio literário que uma
Casa do Povo. Pois os mestres apanharam, diante deles, e eles não reagiram.
Fica claro, sobretudo para um grupo de parlamentares, o quanto a omissão foi grave. Refiro-me aos deputados identificados com de esquerda (PT, PC do B, PDT, PSB, etc.) que, abobalhados, não souberam reagir e não esboçam qualquer posição diante de tamanha violência.
Esqueceram as lutas. Acovardaram-se ao troco de migalhas do Poder. Para mim foi a decepção mais gritante.
Claro que essa manifestação dos professores é política. Essencialmente política. Não são marginais, nem bandidos ou assaltantes perigosos. Trata-se de cidadãos que buscam a consolidação de direitos assegurados por lei federal. “Se te calares, até as pedras clamarão.”
O impasse, alimentado pela empáfia do governador, está instalado. Os professores acabam de votar pela continuidade da greve. Estão decididos a não recuar. Vão mandar mais policiais? Vão convocar mais Batalhões? Precisa de mortos?
Senhores, a hora é muito séria para entregar a solução a amadores.
Antonio Mourão Cavalcante - Médico, antropólogo e professor universitário
Será que não se poderia esperar outra coisa do governador e de seu coadjuvante, o presidente da Assembleia Roberto Cláudio? Os dois abusaram não da força, mas da incompetência. Batalhão de Choque invadir Assembleia por causa de manifestação de professores? Estupidez. Aliás, esses dois jovens entraram na política de modo muito linear, não sabem o que é isso. Imaginam-se senhores absolutos do poder. São ingênuos...
Dos deputados eu esperava algo mais contundente. Batendo aquela porta, os professores pensavam encontrar canais de negociação e entendimento. Ledo engano. Os deputados tiraram uma onda de Pilatos. Lavaram as mãos enquanto os professores eram espancados. Pobre Legislativo que se acredita mais um grêmio literário que uma
Casa do Povo. Pois os mestres apanharam, diante deles, e eles não reagiram.
Fica claro, sobretudo para um grupo de parlamentares, o quanto a omissão foi grave. Refiro-me aos deputados identificados com de esquerda (PT, PC do B, PDT, PSB, etc.) que, abobalhados, não souberam reagir e não esboçam qualquer posição diante de tamanha violência.
Esqueceram as lutas. Acovardaram-se ao troco de migalhas do Poder. Para mim foi a decepção mais gritante.
Claro que essa manifestação dos professores é política. Essencialmente política. Não são marginais, nem bandidos ou assaltantes perigosos. Trata-se de cidadãos que buscam a consolidação de direitos assegurados por lei federal. “Se te calares, até as pedras clamarão.”
O impasse, alimentado pela empáfia do governador, está instalado. Os professores acabam de votar pela continuidade da greve. Estão decididos a não recuar. Vão mandar mais policiais? Vão convocar mais Batalhões? Precisa de mortos?
Senhores, a hora é muito séria para entregar a solução a amadores.
Antonio Mourão Cavalcante - Médico, antropólogo e professor universitário
VEJA INFORMES SOBRE NOSSA GREVE NESTE FIM DE SEMANA
Após confronto, votação em peso para manter greve
A divisão da semana passada ficou para trás. Ontem, professores votaram em massa para manter a greve 01.10.2011
Professores da rede estadual decidiram na manhã de ontem, em assembleia, manter a paralisação, que hoje completa 58 dias. Diferentemente da assembleia realizada uma semana antes, no ginásio Aécio de Borba, quando a categoria estava dividida sobre a continuidade da paralisação, inclusive com a orientação do presidente do sindicato dos professores, Anízio Melo para que a greve chegasse ao fim, ontem a decisão foi rápida e aprovada por ampla maioria.
Em clima de revolta, o sentimento entre os grevistas é que a categoria ficou ainda mais unida após a grande repercussão na mídia nacional do confronto com o batalhão de choque da Polícia Militar.
A assembleia foi realizada na Avenida Desembargador Moreira, em frente ao Plenário 13 de Maio, bloqueando o tráfego da via, no sentido sertão-praia. Devido aos protestos, não houve sessão plenária na Assembleia.
O professor de matemática e religião da Escola Estadual Dois de Maio, Arivalto Freitas Alves, ferido na cabeça no confronto com a PM, tornou-se um símbolo de resistência do movimento. Com a cabeça enfaixada Arivalto foi ovacionado pelos professores.
O momento de tensão aconteceu quando o deputado estadual Carlomano Marques (PMDB), vice-líder do governo, preparava-se para conceder entrevista no salão da Assembleia Legislativa, a poucos metros dos docentes que estavam em greve de fome.
Aos gritos, os professores chamaram o deputado de “fascista”. Antes do início da entrevista, Carlomano saiu escoltado pela Polícia. “Carlomano é o cão de guarda do governador”, disse Anízio Melo.
Ao final do evento, os manifestantes que estavam acampados na Assembleia deixaram o local. Mas, antes de deixar o prédio, de mãos dadas, eles provocaram os PMs do Batalhão de Choque. Jogando tinta vermelha em frente aos policiais e entoando canções que viraram hits do movimento: “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré; “Polícia”, dos Titãs; o Hino Nacional e uma versão de “Poeira” de Ivete Sangalo, cuja letra adaptada ficou é “vergonha, vergonha, vergonha, Cid sem vergonha”. Os professores Clésio Mendes, Cláudio Monteiro e Laura Lobato, que estavam há 48 horas em greve de fome suspenderam o protesto.
Procurada, a assessoria do governador informou que ele não iria se pronunciar a decisão dos professores.
Bruno Cabral
brunocabral@opovo.com.br
A divisão da semana passada ficou para trás. Ontem, professores votaram em massa para manter a greve 01.10.2011
Professores da rede estadual decidiram na manhã de ontem, em assembleia, manter a paralisação, que hoje completa 58 dias. Diferentemente da assembleia realizada uma semana antes, no ginásio Aécio de Borba, quando a categoria estava dividida sobre a continuidade da paralisação, inclusive com a orientação do presidente do sindicato dos professores, Anízio Melo para que a greve chegasse ao fim, ontem a decisão foi rápida e aprovada por ampla maioria.
Em clima de revolta, o sentimento entre os grevistas é que a categoria ficou ainda mais unida após a grande repercussão na mídia nacional do confronto com o batalhão de choque da Polícia Militar.
A assembleia foi realizada na Avenida Desembargador Moreira, em frente ao Plenário 13 de Maio, bloqueando o tráfego da via, no sentido sertão-praia. Devido aos protestos, não houve sessão plenária na Assembleia.
O professor de matemática e religião da Escola Estadual Dois de Maio, Arivalto Freitas Alves, ferido na cabeça no confronto com a PM, tornou-se um símbolo de resistência do movimento. Com a cabeça enfaixada Arivalto foi ovacionado pelos professores.
O momento de tensão aconteceu quando o deputado estadual Carlomano Marques (PMDB), vice-líder do governo, preparava-se para conceder entrevista no salão da Assembleia Legislativa, a poucos metros dos docentes que estavam em greve de fome.
Aos gritos, os professores chamaram o deputado de “fascista”. Antes do início da entrevista, Carlomano saiu escoltado pela Polícia. “Carlomano é o cão de guarda do governador”, disse Anízio Melo.
Ao final do evento, os manifestantes que estavam acampados na Assembleia deixaram o local. Mas, antes de deixar o prédio, de mãos dadas, eles provocaram os PMs do Batalhão de Choque. Jogando tinta vermelha em frente aos policiais e entoando canções que viraram hits do movimento: “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré; “Polícia”, dos Titãs; o Hino Nacional e uma versão de “Poeira” de Ivete Sangalo, cuja letra adaptada ficou é “vergonha, vergonha, vergonha, Cid sem vergonha”. Os professores Clésio Mendes, Cláudio Monteiro e Laura Lobato, que estavam há 48 horas em greve de fome suspenderam o protesto.
Procurada, a assessoria do governador informou que ele não iria se pronunciar a decisão dos professores.
Bruno Cabral
brunocabral@opovo.com.br
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
CONTINUA REPERCUTINDO MUNDO AFORA E NO BRASIL A ATITUDE TRUCULENTA, IRRESPONSÁVEL E DESTRUIDORA DA EDUCAÇÃO POR PARTE DO GOVERNO DO CEARÁ
Edição de 30/09/2011 08h37
Alexandre Garcia: ‘Greve é um dos sintomas do descaso com educação’
'As autoridades não sentem os prejuízos disso. Os prejuízos são das crianças e jovens. Os prejuízos são do país', afirma.
imprimir
Teve uma confusão daquelas na quinta-feira (29) no Ceará. A Polícia Militar impediu que professores em greve entrassem no plenário da Assembleia. A briga acabou, mas o impasse continua. Os professores dormiram na assembleia.
Não é só no Ceará. Na capital do país, na quinta-feira (29) não houve aula nas escolas públicas do Fundamental e Médio, porque os professores fizeram protesto diante do palácio do governo. A Universidade de Brasília (UnB) está frequentemente em greve; e o Instituto Federal, com cursos técnicos e superiores, está em greve há 45 dias.
As autoridades não sentem os prejuízos disso. Os prejuízos são das crianças e jovens. Os prejuízos são do país. Protestos, manifestações e greves são alguns dos sintomas sérios do descaso que sofre a educação no Brasil, incluindo aí a desvalorização dos professores.
Há 50 anos, uma das principais brincadeiras das menininhas em casa era de professora. A professora era um ícone. A vocação brotava cedo. Hoje o professor está desestimulado e mal formado, e a qualidade de ensino é medíocre. E pensar que é uma das mais nobres profissões, porque forma o futuro. Mas isso não se traduz na formação do educador nem na sua remuneração.
No Ceará, por exemplo, um deputado estadual ganha mais que uma dúzia de professores do Ensino Médio. Que justiça há nessa desproporção? Como a educação está medíocre, o futuro do Brasil – e já se sente isso no presente – pode ser também medíocre.
As empresas que precisam de profissionais sentem essa falta de ensino. Os cursos superiores se deterioram, da medicina ao direito. E não poderia ser diferente, porque a base é fraca. A educação, que é a prioridade das prioridades, talvez seja temida pelos que estabelecem as prioridades, porque educação liberta.
Alexandre Garcia: ‘Greve é um dos sintomas do descaso com educação’
'As autoridades não sentem os prejuízos disso. Os prejuízos são das crianças e jovens. Os prejuízos são do país', afirma.
imprimir
Teve uma confusão daquelas na quinta-feira (29) no Ceará. A Polícia Militar impediu que professores em greve entrassem no plenário da Assembleia. A briga acabou, mas o impasse continua. Os professores dormiram na assembleia.
Não é só no Ceará. Na capital do país, na quinta-feira (29) não houve aula nas escolas públicas do Fundamental e Médio, porque os professores fizeram protesto diante do palácio do governo. A Universidade de Brasília (UnB) está frequentemente em greve; e o Instituto Federal, com cursos técnicos e superiores, está em greve há 45 dias.
As autoridades não sentem os prejuízos disso. Os prejuízos são das crianças e jovens. Os prejuízos são do país. Protestos, manifestações e greves são alguns dos sintomas sérios do descaso que sofre a educação no Brasil, incluindo aí a desvalorização dos professores.
Há 50 anos, uma das principais brincadeiras das menininhas em casa era de professora. A professora era um ícone. A vocação brotava cedo. Hoje o professor está desestimulado e mal formado, e a qualidade de ensino é medíocre. E pensar que é uma das mais nobres profissões, porque forma o futuro. Mas isso não se traduz na formação do educador nem na sua remuneração.
No Ceará, por exemplo, um deputado estadual ganha mais que uma dúzia de professores do Ensino Médio. Que justiça há nessa desproporção? Como a educação está medíocre, o futuro do Brasil – e já se sente isso no presente – pode ser também medíocre.
As empresas que precisam de profissionais sentem essa falta de ensino. Os cursos superiores se deterioram, da medicina ao direito. E não poderia ser diferente, porque a base é fraca. A educação, que é a prioridade das prioridades, talvez seja temida pelos que estabelecem as prioridades, porque educação liberta.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Agressão gratuita aos professores da rede estadual do Ceará é exibida em um telejornal de grande audiência nacional
A ação truculenta do choque da PM cearense autorizada pela Assembléia Legislativa a chamada "casa do povo" na pessoa do Sr. Deputado Roberto Claudio e ratificada pelo Tirano do "castelo" Abolição o "Rei" Cid Gomes, foi mostrada em um Jornal de grande audiência em todo Brasil.
COLEGAS PROFESSORAS E PROFESSORES, ESSE É O MOMENTO DE MAIS UMA VEZ PROVARMOS NOSSO VALOR E DAR TESTEMUNHO VIVO DE NOSSA HONRA PERANTE ESSA ONDA DE INJUSTIÇA QUE SE LEVANTA DIANTE DE NÓS!
ESTEJAMOS TODOS AMANHÃ DIA 30/09, COM TODA NOSSA CORAGEM E DIGNIDADE, TÍPICAS DE NOSSA SOFRIDA PROFISSÃO, PARA MAIS UMA VEZ EM PLENA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA A PARTIR DAS 08:00hs, REALIZAR NOSSA ASSEMBLÉIA GERAL E CONTINUAR A LUTA PELA IMPLEMENTAÇÃO DO PISO COM REPERCUSSÃO EM TODA A CARREIRA DE TODOS OS PROFESSORES(nível médio, graduados e pos-graduados)
VAMOS À LUTA!
"Estar preparado para a guerra é um dos meios mais eficazes de preservar a paz. "
( George Washington )
COLEGAS PROFESSORAS E PROFESSORES, ESSE É O MOMENTO DE MAIS UMA VEZ PROVARMOS NOSSO VALOR E DAR TESTEMUNHO VIVO DE NOSSA HONRA PERANTE ESSA ONDA DE INJUSTIÇA QUE SE LEVANTA DIANTE DE NÓS!
ESTEJAMOS TODOS AMANHÃ DIA 30/09, COM TODA NOSSA CORAGEM E DIGNIDADE, TÍPICAS DE NOSSA SOFRIDA PROFISSÃO, PARA MAIS UMA VEZ EM PLENA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA A PARTIR DAS 08:00hs, REALIZAR NOSSA ASSEMBLÉIA GERAL E CONTINUAR A LUTA PELA IMPLEMENTAÇÃO DO PISO COM REPERCUSSÃO EM TODA A CARREIRA DE TODOS OS PROFESSORES(nível médio, graduados e pos-graduados)
VAMOS À LUTA!
"Estar preparado para a guerra é um dos meios mais eficazes de preservar a paz. "
( George Washington )
REPERCUTI NACIONALMENTE AS AGRESSÕES SOFRIDAS PELOS PROFESSORES NA ASSEMBLÉIA DO CE
'Fui atingido por um cassetete', diz professor ferido na Assembleia do CE
Professor diz ter sido atingido durante choque entre a categoria e policiais.
Batalhão afirma que objetos jogados pelos manifestantes geraram ferimento.
André Teixeira Do G1 CE(PORTAL PRINCIPAL DO GLOBO.COM dia 29/09 ÀS 19:00hs)
Professor Freitas diz que foi atingido por cassetete; Batalhão de Choque afirma que ele foi acertado por objetos arremessados pelos próprios manifestantes.(o que não é verdade, pois a entrada dos manifestantes estava sendo controlada, não tinha como nós entrarmos com qualquer tipo de artefato que fizesse tais danos. O Esclarecimento é nosso)
(Foto: Alex Costa/Agência Diário)
O professor atingido na cabeça durante as manifestações na Assembleia Legislativa do Ceará na tarde desta quinta-feira diz que foi “pressionado contra a parede” e acertado por um cassetete. “A manifestação já estava controlada, muitos manifestantes já tinham desistido quando eu fui acertado”, diz o Arivalto Freitas. Batalhão de Choque da Polícia Militar diz que paus e outros objetos jogados pelos manifestantes geraram o ferimento.
Freitas é professor de matemática em estado probatório, aprovado no último concurso do Estado. Ele diz que estava no comando de greve “dando apoio” e participava do acampamento na Assembleia que começou na tarde de quarta-feira (28).
Em nota à imprensa, a Assembleia Legislativa disse que os professores feridos foram atingidos por objetos arremessados pelos próprios manifestantes.
Segundo o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Alexandre Ávila, os policiais "fizeram a linha de conteção visando evitar a invasão do plenário". Ávila declarou à reportagem da TV Verdes Mares que o professor foi atingido por paus e outros objetos arremessados pelos manifestantes.
Arivalto Freitas foi levado ao Hospital Instituto Doutor José Frota, no Centro de Fortaleza, com ajuda de outros professores. Ele fez uma tomografia e ficou constatado ferimento no crânio. Ele diz sentir dor de cabeça forte.
O professor diz também que deve evitar as manifestações sindicais nos próximos dias. “Acho que meu estado não vai permitir”, explica. O professor recebeu alta hospitalar por volta de 17h.
Protesto
Os professores realizam protestos na Assembleia Legislativa contra a aprovação do piso dos professores - abaixo do que exige a Lei Nacional do Piso -, votada nesta quinta-feira (29) pelos deputados cearenses em regime de urgência. O líder do Governo na Assembleia, deputado Antônio Carlos (PT), diz que estão abaixo do piso apenas uma quantidade “irrisória” de professores que têm até o Ensino Médio. O deputado diz também que a matéria foi aprovada após ser debatida com integrantes do governo e representantes dos professores. A categoria está em greve desde o dia 5 de agosto.
Professor diz ter sido atingido durante choque entre a categoria e policiais.
Batalhão afirma que objetos jogados pelos manifestantes geraram ferimento.
André Teixeira Do G1 CE(PORTAL PRINCIPAL DO GLOBO.COM dia 29/09 ÀS 19:00hs)
Professor Freitas diz que foi atingido por cassetete; Batalhão de Choque afirma que ele foi acertado por objetos arremessados pelos próprios manifestantes.(o que não é verdade, pois a entrada dos manifestantes estava sendo controlada, não tinha como nós entrarmos com qualquer tipo de artefato que fizesse tais danos. O Esclarecimento é nosso)
(Foto: Alex Costa/Agência Diário)
O professor atingido na cabeça durante as manifestações na Assembleia Legislativa do Ceará na tarde desta quinta-feira diz que foi “pressionado contra a parede” e acertado por um cassetete. “A manifestação já estava controlada, muitos manifestantes já tinham desistido quando eu fui acertado”, diz o Arivalto Freitas. Batalhão de Choque da Polícia Militar diz que paus e outros objetos jogados pelos manifestantes geraram o ferimento.
Freitas é professor de matemática em estado probatório, aprovado no último concurso do Estado. Ele diz que estava no comando de greve “dando apoio” e participava do acampamento na Assembleia que começou na tarde de quarta-feira (28).
Em nota à imprensa, a Assembleia Legislativa disse que os professores feridos foram atingidos por objetos arremessados pelos próprios manifestantes.
Segundo o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Alexandre Ávila, os policiais "fizeram a linha de conteção visando evitar a invasão do plenário". Ávila declarou à reportagem da TV Verdes Mares que o professor foi atingido por paus e outros objetos arremessados pelos manifestantes.
Arivalto Freitas foi levado ao Hospital Instituto Doutor José Frota, no Centro de Fortaleza, com ajuda de outros professores. Ele fez uma tomografia e ficou constatado ferimento no crânio. Ele diz sentir dor de cabeça forte.
O professor diz também que deve evitar as manifestações sindicais nos próximos dias. “Acho que meu estado não vai permitir”, explica. O professor recebeu alta hospitalar por volta de 17h.
Protesto
Os professores realizam protestos na Assembleia Legislativa contra a aprovação do piso dos professores - abaixo do que exige a Lei Nacional do Piso -, votada nesta quinta-feira (29) pelos deputados cearenses em regime de urgência. O líder do Governo na Assembleia, deputado Antônio Carlos (PT), diz que estão abaixo do piso apenas uma quantidade “irrisória” de professores que têm até o Ensino Médio. O deputado diz também que a matéria foi aprovada após ser debatida com integrantes do governo e representantes dos professores. A categoria está em greve desde o dia 5 de agosto.
PROFESSORES SÃO MASSACRADOS PELA POLICIA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Hoje pela manhã os professores e professoras que ocupam a AL inclusive os companheiros da greve de fome foram espancados violentamente pela policia, o saldo foi prisões e feridos.
Precisamos do apoio de todos.
Veja as imagens.
A RESPONSABILIDADE É DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E DO GOVERNADOR DO ESTADO!!!!
Precisamos do apoio de todos.
Veja as imagens.
A RESPONSABILIDADE É DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA E DO GOVERNADOR DO ESTADO!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)


